O Instituto deixa gancho e pontas em aberto
A série da MGM Plus é uma adaptação do livro de Stephen King de mesmo nome e transmite suspense e tensão a cada episódio. Garantindo uma boa imersão em seu roteiro.

A história tem como protagonista o personagem Luke Ellis (Joe Freeman), um garoto muito inteligente que acorda em uma instituição que, por algum motivo faz experimentos em pessoas com habilidades especiais e ele quer de qualquer maneira escapar daquele local.
De início não descobrimos se a cidade que o Luke vive tem algo estranho, pois no início do primeiro episódio diz ele ter uma vidade de estudante normal. A diferença é que ele é super inteligente, e esse fator vai fazer com que ele seja um dos fatores importantes para a história da série.
Ao longo dos episódios ele se envolve com mais personagens que são parecidos com ele e a série nos entrega qual o verdadeiro motivo do Instituto existir e o seu propósito. Criando uma tensão e uma boa imersão. Mas, nos entrega de maneira leve e muito superfícial. Ficando até previsível como as coisas se resolvem, apostando para as famosas coincidências quando precisa resolver pontos chaves de seu roteiro.

Dividindo o protagonismo com Luke Ellis temos o personagem Tim Jamieson (Ben Barnes) um ex-policial que decide se mudar pra uma cidade pacata e recomeçar a sua vida após alguns eventos conturbados que presenciou.
O que ele não esperava é que nessa cidade ocorrem alguns eventos estranhos e que convergem para a existência do Instituto, deixando ele muito incomodado. Ao mesmo tempo deixando teorias para o público sobre a relação da a cidade que o Tim mora e O Instituto.
O arco desse personagem é arrastado em muitos momentos, tendo a impressão que ele não está tendo a importância que merece. Mas, a partir do momento que o roteiro da série vai criando conspirações sobre a organização o Tim vai ficando útil na história, já que ele foi um ex-policial.

Julia Sigsby (Mary-Louise Parker) é a diretora do Instituto e precisa garantir que nenhuma informação vaze de dentro pra fora pra não comprometer a organização ou até mesmo não haja nenhum motim. Gerado pelos pacientes e até mesmo dos próprios funcionários.
Todas as conspirações e sobre como é funcionamento do Instituto são trabalhados na perspectiva dessa personagem. O medo de todo funcionário é não comprometer a empresa que trabalha ou terá sérias consequências. Criando tensão e as viradas de chaves que ela tem ao longo dos episódios e também como é o relacionamento dela com os outros funcionários.
Além de trabalhar todo vilanismo e a defesa de causa maior, os personagens são trabalhados de maneira linear. Sigsby é a única personagem que teve seu desenvolvimento bem trabalhado. Luke por ser o protagonista da história, conseguiu entregar o seu papel de maneira boa, mesmo que alguns pontos dos episódios foram acelerados. Mas, podemos disfarçar isso que adaptação de um livro para série faz isso. Único personagem que poderia ter uma desenvolvimento mais trabalhado é o Tim, por ter as habilidades desenvolvidas ao longo de sua carreira como policial que infelizmente a série o desenvolve a partir de coincidências.
O final de sua primeira temporada fica em aberto, pois deixa gancho pra possibilidades de mais histórias dentro desse universo e que teremos uma causa maior no próximo ano da série. Ainda bem que a segunda temporada foi confirmada, mas o medo também fica. Já que essa primeira temporada é a adaptação do livro criado por Stephen King. Só resta saber se o novo ano da série terá envolvimento do autor.
E aí gostou?






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